Metaforicamente falando, sou estatua de açúcar em chuva de verão. Desfaço-me em um nada, como vento, como água. Protege-me amor. Pois apesar de todas as amarguras, sou doce.
sábado, 10 de setembro de 2011
Porque quando anoitece, é ela que brilha lá no céu. Juntamente das estrelas, fazendo a noite mais clara, mais amorosa, mais bonita. Por ela eu trocaria o meu dia, trocaria a minha semana se possível, trocaria o meu mês .. Só para eu poder vê-la todos os dias grande, redonda, e a brilhar lá .. Lá onde o mundo talvez seja sem preconceito, sem violencia; ou quem sabe um portador da paz!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A luz estava apagada, lá fora só o barulho da noite e alguns pontos de luz formados pelas estrelas. Já era tarde e deitada na cama os pensamentos me invadiam de uma tal forma que eu não conseguia controlar. Eram promessas, erros, decepções, sonhos e ilusões voltando do passado com o objetivo de mais uma vez destruir o pouco de felicidade que ainda me restava. E toda aquela dor ? O que fazer com ela ? Foi ai que eu fechei os olhos, tampei os ouvidos, me calei e me obriguei a entender que era preciso se livrar do que me fazia mal naquele instante, antes que elas se livrassem de mim.
domingo, 4 de setembro de 2011
A mulher que se ama não é passivamente escolhida pelo olhar bandido no meio da multidão. É ela, no meio da multidão dos olhares perdidos, que se deixa ser “escolhida”. A mulher que se ama, quando assim percebida, reage em rajadas de flores invisíveis só de mexer nos cabelos – ou de pedras, caso vire o rosto. A mulher que se ama, quando se encanta na situação de um flerte, vai se permitindo aos poucos, a conta-gotas, porque sabe que no contorno de um sorriso é onde guarda seu melhor trunfo. Apesar disso, a mulher que se ama, perfeita nos assuntos de amor e conquista, termina caindo na própria armadilha quando deixa transparecer na sinceridade dos olhos, lábios, nuca, orelha, ombros e quadril o que sua boca já nem precisa mais pronunciar ..
- Farley Rocha.
Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.
- Caio Fernando Abreu.
- Caio Fernando Abreu.
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